Roguelikes (lites) ou o que DEABOS eu estou fazendo da minha vida

Ahn, bom, que porr'é essa? Então, roguelike (ou roguelite, pros mais, hmm, puristas) são jogos inspirados no clássico Rogue, de 1980, jogo com uma interface tipo de texto que eu nem vou saber explicar, então é melhor ver aí:


Isso aí meio que criou um gênero fodão (grandão); mas afinal, O QUE é ele? Assim, tu é aquele "@" (não é exatamente mas parece) um aventureiro em uma dungeon [calabouço, lugar escuro e sujo cheio de monstro e coisa que quer (e vai) te matar]. Teu objetivo é explorar os mapas, que têm itens (tipo os "*" que representam armaduras, dinheiro, itens, etc) e os monstros (tipo o "z" que representa os zumbis). Teu objetivo é ir descendo até o nível mais baixo (e mais difícil), tipo Diablo) e pegar o amuleto Yendor e depois voltar para a superfície. Ele é um jogo de ação em turnos com geração de território procedural e aleatória (o mapa vai sendo gerado conforme você vai andando e avançando) e se você morre tem que voltar ao começo (permadeath). Esse jogo influenciou uma galera e tal mas enfim, vamos pular uns aninhos até esse boom de produção de jogo indie que a gente tem vivido hoje (yay). =D

Antes de mais nada tenho que explicar uma coisinha, roguelike na real são os jogos que realmente seguem todos os pontos do rogue, permadeath, estratégia em turno, geração procedural e mais um monte de coisinhas que na moral? Nem me importo muito e é aí que entra uma coisa legal, desenvolvedor indie é um tanto livre, os caras não têm publishers por trás deles, fazem meio que o que querem por exemplo coisas bizarras como Goat e Bread Simulator, the Binding of Isaac (já falo dele), ou um pouco mais simples, como pegar esse gênero do roguelike e fazer o que quiser com ele. Ainda ficam fiéis a pontos (até necessários para manter o gênero) como permadeath e geração aleatória de fase, mas mudam outras (alguns fazem ação, hack'n'slash, muitos "esquecem" do modelo de turnos), esses são chamados de roguelike-likes, ou roguelites.

Dito isso vamos ao título, então, "o que diabos eu estou fazendo da minha vida" é algo que me passa constantemente pela cabeça por dois grandes motivos: essas porras são muito difíceis! Tipo, sério, bastante; E um outro, que ta muito ligado com o primeiro, eu possivelmente sou muito ruim, é até meio deprê, ficar 612 horas jogando essas merdas e não passar da segunda fase, mas né, são divertidos :( e eles te recompensam com personagens e itens novos (sei, parece ingrato, mas cê num ta ligado, parece bem importante na hora). Apesar disso que acabei de dizer, sobre a dificuldade e tal, pensa nisso não, te juro que é super legal, mesmo! "Ok, acredito em ti, pode ser que seja legal mas qualé que é? Vamos supor que eu vá jogar, jogo o que?" Há! Então, vou fazer uma singela listinha aqui de alguns joguinhos muito bons que tu pode jogar sem medo e que vão te garantir várias horas de raiva diversão:

1. The Binding of Isaac (todos, o primeiro, o Wrath of the Lamb, Rebirth, Afterbirth): Claro, acredito que o mais conhecido e não por acaso, esse jogo é perturbadoramente genial, você joga com o Isaac, sua mãe é uma religiosa fervorosa e um dia ela ouve uma mensagem divina a mandando te matar, você foge para o porão de sua casa e lá começa o jogo, o porão é surreal e bizonho, você tem que ir passando das áreas matando os hmm, seres(?) que querem te matar (basicamente tudo) e pegando os itens (sua "arma" são suas lágrimas), cada andar tem um chefão, matando o chefão você desce mais fundo no porão (e a cada loading mostra lembranças traumáticas da sua infância). É, o jogo parece meio deprê heh, mas é extremamente viciante e sempre, tipo, SEMPRE tu pega um item que tu nunca pegou e não faz ideia pra que serve, é muito item diferente, muita coisa que muda tua jogabilidade. Enfim, joguem, sérião, na real, joguem todos que eu for falar aqui, modéstia a parte, são bem bons haha.

2. Rogue Legacy: Voltei a jogar para escrever esse texto e estou morrendo de amores de novo (e com um ódio super profundo). Você joga com um herói com peculiaridades aleatórias a cada vez que joga (como miopia, medo de galinhas, dextrocardia e muitas outras), sempre que você morre joga com um descendente do herói anterior com classe e peculiaridades distintas e, cada vez que você vai escolher uma nova linhagem da pra ver uma lista de personagens que vieram antes e morreram (na tua mão, hehe) como um muro da vergonha mas aí que ta, o jogo é feito para tu morrer um tantão uma vez que a cada morte você fica com o dinheiro da jogada anterior e pode investir em melhorias permanentes para seu herói, classes diferentes, itens melhores, ou seja, você vai morrer um monte, mas vai ficar cada vez melhor, é até que bem gratificante. O jogo também é um Metreoidvania, ou seja, melhorando o personagem você tem acesso a áreas que não poderia (ou não conseguiria, por ser insanamente difícil para seu nível baixo). Em cada uma das áreas existe um chefão, quando você mata todos ganha acesso ao último. É bem genial e o level design é ótimo.

3. The Crypt of the NecroDancer: primeiro dos que eu joguei pela primeira vez para fazer o texto e acredito que vou demorar um tempo para parar. Difícil pra porra... mas tão divertido e a trilha sonora é tão boa que nem dá (muita) raiva. Ele é um jogo de ação em ritmo (cuma?), é uma adaptação da ação por turnos, só que as ações (suas e as dos mobs) são feitas no ritmo da música que está tocando na fase, originalmente são músicas eletrônicas que, genialmente, combinam com cada estágio mas você pode colocar outras músicas conforme sua vontade =D. O jogo tem um estágio inicial padrão que serve como menu, onde você tem acesso a salas com lojas, estágios de treinamento e, dentre outras coisas acesso às fases do jogo.


A cada fase você acha um limitado número de diamantes, usados para desbloquear itens, esses itens aparecem aleatóriamente em baús e nas lojas que você encontra durante o jogo. Você também encontra gaiolas (e as chaves para abri-las), nas quais estão presos npcs, que desbloqueiam aquelas salas (que eu disse acima). Como por padrão (ou clichê), você tem que ir descendo os "andares" e os níveis vão ficando mais difíceis, cada área tem 4 andares (eu acho, já que se pá ainda não fui para a terceira área haha), sendo que o último é um chefão. Não vou falar mais que isso, só que vale muito apena jogar, na boa.

4. Risk of Rain: Pouquinho menos conhecido (ou não), esse jogo é lindo, é um jogo futurista em uma realidade na qual o transporte espacial é comum, trens espaciais transportam pessoas e carga pelo espaço. Você é um passageiro de um desses trens e ele tem uma carga especial; após um ataque, o trem sai de sua órbita e cai em um planeta hostil tendo só você como sobrevivente. O objetivo é explorar as fases e achar o teleport; ao ativa-lo, tu invoca um chefão e, depois de mata-lo, você precisa eliminar o resto dos monstros da fase para então poder usar o tal teleportar à próxima fase (tu pode ver aqui um padrão, fase, chefão, próxima área... É, muitos são assim mesmo ^^) nas fases tu vai pegando moedas de ouro dropadas de monstros e baús, com essas moedas você compra itens e melhorias (e você faz isso na própria fase, sem precisar ir a um menu ou afins). O trouxe para a lista por causa dos gráficos, pois, como disse lá em cima, são lindos; tu tem uma sensação de ser muito pequeno perto daquele mundo, seu personagem na tela é muito menor perante os vários monstros gigantes, assim como o próprio cenário, eu vejo ele como sendo quase minimalista, lindão.

Vou terminar por aqui senão o texto vai ficar muito grande e eu sei que ninguém vai ler heh mas eu poderia citar outros jogos maravilhosos, como Spelunky, FTL, Darkest Dungeon, Dead Cells, Dungeon Souls, ou vários outros, mas acho que deu para entender. O que achou? Me avisa aqui se você se interessa por mais referências que eu posso trazer mais!

ESCRITO POR HENRIQUE DE CASTRO

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