Header Ads

Breves pensamentos sobre Van Gogh

Self-Portrait with Grey Felt Hat (Vincent van Gogh), Paris, September-October 1887
Esse texto é a introdução do que será um assunto recorrente aqui... Van Gogh. Sou nova no mundo da história da arte, então conto com a compreensão e ajuda de vocês sobre possíveis erros futuros. Porém, o texto de hoje é apenas um pensamento sobre esse tão incrível artista.

O meu sentimento por ele é grande. É enorme. Mas não é de paixão ou devoção... é de carinho. Passou 37 anos em busca de aprovação, dos outros e de si. Uma depressão profunda e tachado como louco, ainda que muito relutasse, ouvindo todos dizendo que talento ele não tinha, seja para pregar Deus ou ser artista. Recebeu ao longo de sua vida apenas títulos desgraçados. A loucura tomou conta de si, dado seus problemas psicológicos próprios e os que ocorreram devido à toda sociedade que o cercava... E aquele pobre homem, tão desacreditado de si, que via - como ele mesmo disse - apenas um sopro de vida quando pintava, hoje é colocado em um pedestal.

Artistas fazem sucesso quando se suicidam. Ele disse.

O seu fim era aquele, todos ao seu redor sabiam... ou talvez desejassem, porque ele não era alguém fácil. Pessoas sensíveis não são fáceis... e isso cansa. Cansa a todos que vivem em seus mundos e olham apenas para suas vidas como o bem mais importante do mundo... incapaz de realmente viver por alguém que precise de mais do que se está habituado a dar.

Muitos dos que descobrem sua história e sentem pena, desvalorizam pessoas tão necessitadas como Vincent. Não o vejo como alguém incrível por ter dado novos rumos à arte, mas por ter sido capaz de externar unicamente os seus sentimentos, principalmente a tristeza, que o acompanhava diariamente.

Há vários Vincents por aí, esquecidos por cada um de nós, que manifestam seus sentimentos de alguma forma única... assim como ele. Sinceros. Tristemente em busca de alguém para lhe dizer que é bom, capaz... Precisando ouvir de um terceiro de que ele já é alguém.

Nós humanos sempre precisamos de aprovação. Talvez o motivo de nos incentivarmos tanto a ter autoconfiança seja porque os outros estão ocupados demais para serem gentis, bons, empáticos. Procuramos em nós o que gostaríamos de ouvir dos outros... mas nem sempre nos enquadramos.

Assim como Vincent, as vezes temos uma arte e uma personalidade que não é reconhecida agora (nem por eles e nem por nós)... mas que um dia será. Mesmo que, para nós, já seja tarde demais.


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
NÃO ESQUEÇA DE SE INSCREVER NO CANAL
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
delirium, blog delirium, sandman, d3lirium, nerd, cinema, artes, filmes,
shay esterian, cineasta, musica, mise en scene, misancene, panorama,
vertebral, fotolab, audiovisual, o curioso caso de rino, deadline,

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.