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Black Mirror: Bandersnatch explode a linguagem cinematográfica?


CHOOSE LIFE. CHOOSE A JOB. CHOOSE A CAREER. CHOOSE A FAMILY.

Por que começar um texto sobre Black Mirror: Bandersnatch (2018) com o icônico discurso de Trainspotting (1996) ? O motivo é simples, a estética pós-punk me remeteu à duas coisas, Joy Division (que estranhei não tocar no filme) e Trainspotting. Mas essa introdução foi apenas para dividir a estética do filme, enaltecê-la talvez - visto que é um dos meus movimentos favoritos -, além de que o CHOOSE é uma das definições desse filme. Esse não é um texto review, mas sim para pensarmos um pouco para que loucura estamos indo.

Um filme interativo... quem imaginaria? Ok, muitos, no próprio Youtube tem vários conteúdos assim, mas eu achei esse filme fascinante. A narrativa dele não se quebra, vai muito além de um interatividade, ele é um filme LITERALMENTE metalinguístico. Metalinguagem no cinema já é muito falada, mas temos agora um conteúdo que conversa com a própria história e conta a ela o que somos e o que estamos fazendo ali. Ele reinventa muitas coisas, o próprio conceito de metalinguagem fílmica, a quebra da quarta parede, a forma como o filme acontece. Sem falar no fato de não ter sido feito destinado ao cinema... isso também é algo a se pensar sobre o futuro para filmes como este.

Se Hitchcock pediu sigilo para que ninguém soubesse o final de Psicose, como um diretor preciosista com sua obra. SUA obra. Hoje temos um filme que quem decide é você. Levanto a questão se a proposta de diretor como dono da obra se aplica aqui... será que ele se satisfez com todos os finais? A obra quem monta somos nós ou eles? Eles nos dão as ferramentas e nós montamos ou é um ambiente maior, como um deus onisciente que lhe permite o livre arbítrio, mas apenas dentro das possibilidades que ele julga possíveis (vulgo o mundo)? 

Também vamos para a vida do personagem e podemos pensar que temos um exemplo de como seria se um personagem nos descobrisse, entendesse o que estamos fazemos. Quão creepy é essa nossa posição como espectador?

Eu sei que este texto é basicamente questionamentos, e, imagino eu que, voltarei a tratar deste filme aqui. Mas nesse momento eu precisava compartilhar esses questionamentos para poder discutir e pensar sobre este filme, numa posição de pesquisadora e realizadora. Deixo o caminho aberto para discussões sobre esse filme.





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